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A influência da música em nosso comportamento

Você gosta de música?

É claro que a resposta é sim.

É muito difícil, praticamente impossível, encontrar um ser humano que não goste de música. Pode até não gostar de um ritmo ou de outro, mas sempre sentirá prazer em ouvir algum tipo de som ritmado em algum estilo musical em diversos compassos. Nós brasileiros, somos essencialmente musicais… É o que revelou a pesquisa da Kantar Ibope Media sobre os hábitos de ouvir música no país. De acordo com Target Group Index, 64% dos entrevistados concordam com a frase “a música constitui parte importante em minha vida”.

Enquanto muitos acreditam que ela se trata de apenas um hobby, pesquisadores tentam entender como ela pode influenciar a sua vida, as suas decisões e o seu próprio comportamento.

  1. A música pode prepará-lo para o amor

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Quem nunca chorou uma canção romântica que desafine na primeira estrofe. Um estudo publicado em 2010 mostrou que você fica mais aberto às possibilidades de um romance depois de ouvir uma música considerada romântica.

 

O estudo foi feito com mulheres entre 18 e 20 anos. Um grupo foi instruído a ouvir músicas consideradas “românticas” pelos pesquisadores, enquanto outro grupo escutou canções “neutras”. Depois disso, elas foram questionadas por um rapaz sobre seu número de telefone, e aquelas do primeiro grupo o forneceu muito mais facilmente que as outras.

  1. Te preparam para o ódio

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Em 2006, uma pesquisa alemã tentou entender como músicas consideradas sexualmente agressivas poderiam impactar nossos pensamentos, emoções e comportamentos. Os homens que ouviram canções misóginas, ou seja, que difamavam e denegriam as mulheres, tinham muito mais tendência a descrever o sexo oposto com atributos negativos do que os homens que escutaram músicas neutras.

“Além disso, as músicas com letras ofensivas ao sexo masculino tiveram um efeito semelhante sobre as mulheres que as escutaram”, concluiu o estudo.

  1. Te deixam mais “sensuais”

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Por que algumas músicas nos dão mais vontade de fazer sexo?

As pessoas têm motivações diferentes para ficarem excitadas, mas a maioria das pessoas vai concordar comigo (espero) que as canções de Marvin Gaye têm essa capacidade inerente.

https://www.youtube.com/watch?v=x6QZn9xiuOE

Mesmo que seja a primeira vez que você tenha ouvido essa música, confesse: você sentiu alguma coisa.

A mesma sensação você pode sentir com a música Earned It do The Weeknd, a qual é trilha sonora do 50 tons de cinza. Não é a toa que ela é uma das principais músicas da trilha e famosa nas playlists picantes do Spotify por ser exatamente numa cena de sexo entre o casal do filme.

O Dr. Daniel Mullensiefen, um psicólogo de música na Universidade de Londres, explica que ambas as músicas são “suaves e não têm orquestração perturbadora”, o que é uma maneira mais inteligente de dizer que são muito fáceis de ouvir e, portanto, provocam seus órgãos genitais.

Outra coisa que essas músicas têm em comum é que possuem o que o Dr. Mullensiefen chama de “qualidade de circular”. Basicamente, se repetem muito. Portanto, se você for para cama com uma melodia simples, repetitiva (adicionando vocais roucos sensuais), alguém, em algum momento, vai ficar animado. Enquanto isso, apesar de ter sido classificado como “melhor do que sexo” por usuários Spotify, Mullensiefen afirma que “Bohemian Rhapsody” é uma das piores canções para atividade sexual, porque tem muitas mudanças repentinas e seções que exigem sua atenção. Além disso, ela é uma assassina de clima quando os vocais começam a gritar “Galileo!” com todo o ar de seus pulmões.

  1. Dependendo da música, você pode sentir um gosto melhor

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onte: Coca-Cola

Um artigo do British Journal of Psychology, de 2010, mostrou que diferentes tipos de música podem melhorar o seu paladar. A pesquisa foi feita com 250 pessoas que beberam um vinho chileno enquanto ouviam quatro gêneros musicais diferentes.

Quando a música tinha sons mais fortes e poderosos, o sentido das pessoas parecia ficar mais apurado para as “notas” do vinho. Isso diminuiu quando músicas mais calmas e suaves eram tocadas. A conclusão dos pesquisadores é de que os estímulos auditivos podem, sim, influenciar nossos outros sentidos, como o paladar, neste caso.

CURIOSIDADES

  1. Porque algumas músicas grudam na nossa cabeça e não saem mais?

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Adocica, meu amor, adocica.

Tente ler essa frase sem cantar mentalmente.

Desculpe por isso. Se você tem essa melodia presa na sua cabeça agora, pelo menos você não está sozinho.

Esses verdadeiros “vermes de ouvido” têm taxas de infecção extremamente elevadas. Um estudo descobriu que 91% sofrem deste mau pelo menos uma vez por semana, e 26% sofrem de com músicas grudadas na cabeça feito chicletes mais de uma vez na semana.

Apesar da dificuldade em estudar este fenômeno, já que você não pode consistentemente forçar alguém a ficar com uma música presa na cabeça, alguns pesquisadores foram capazes de determinar características comuns em todas as canções que grudentas. Não só elas têm que ser simples e repetitivas, como também têm que ter “alguma incongruência”, como quando o grupo Baha Men canta “Woof, woof, woof, woof” em “Who Let The Dogs Out”.

Nossos cérebros também parecem gostar de canções que têm notas com durações mais longas, mas intervalos menores entre elas, tornando-as mais fáceis de cantar. Quem não se lembra da terrível “eu quero tchuuuuuu / eu quero tchaaaaaa”?

Se uma música não exige NENHUM esforço para ser cantada na vida real, meus caros morangos do Nordeste, ela também exige nenhum esforço para que algumas pequenas partes de seu cérebro a memorizem.

“Ado, a-ado, cada um no seu quadrado”

E você provavelmente deve achar que isso acontece quando ouvimos uma música o tempo todo. Mas o temível efeito-chiclete também acontece quando você está cansado, estressado, ou ocioso que é, naturalmente, o momento ideal para segurar o tchan e iniciar uma playlist infinita de uma música em sua cabeça.

Felizmente, existem coisas que você pode fazer para se livrar de uma música chata – que não envolvem uma chave de fenda em seu ouvido.

Fazer algo relacionado à linguagem, como falar com alguém ou tentar um jogo de palavras cruzadas, pode renovar seus pensamentos e mandar a melodia grudenta para bem longe. Alternativamente, você também pode mergulhar e ouvir a música inteira algumas vezes. Ouvir a coisa toda ajuda a “superar” a música-chiclete. Pelo menos, até alguém aparecer dizendo “é o amooooooooooor”.

  1. Porque a música popular fica uma porcaria quando você “envelhece”?

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Se há uma coisa que quase todos os mais velhos concordam é que a música de hoje é “tudo uma porcaria”. A música popular atingiu seu pico quando eles eram adolescentes, quando artistas tinham talento de verdade e escreviam do fundo do coração, ao contrário do que vemos “hoje em dia”. Claro. Mas o que é realmente interessante é que isso se aplica não importa quantos anos você tenha. É quase como se em algum momento de sua vida, um interruptor virasse dentro de você e fizesse com que você odiasse coisas novas.

Na verdade, os cientistas conseguiram identificar o exato momento em que ouvir rádio se transforma em uma tortura absoluta: isso acontece aos 33 anos de idade. Outro estudo realizado utilizando dados de usuários do Spotify determinou que, quando as pessoas estão nos seus 20 anos, elas constantemente param de ouvir música popular no rádio e começam a ouvir música mais antiga. Afinal, elas agora são adultas sofisticadas que sabem do que gostam, principalmente “o que era popular quando elas eram crianças”.

No momento em que você está em seus 30 e poucos anos, você já se transformou em um idoso durão que fica ativamente longe das tendências atuais (das quais você é tão irônico quanto é ignorante). Há algumas razões para esta mudança: em torno do momento que você assume a idade adulta, novos gêneros estão ficando populares, e você decide que gostaria de começar a ouvir a música confortável que ouvia durante a sua juventude. Além disso, sua capacidade de distinguir diferentes sons começa a diminuir com a idade, e os seus ouvidos, literalmente, não conseguem lidar com sons novos.

Então, infelizmente, os nossos filhos vão estar certos. A música que eles vão ouvir não vai ser essencialmente terrível; você simplesmente não vai conseguir assimilá-la. E, provavelmente, não há nada que você possa fazer sobre isso.

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Um estudo da Universidade Federal do ABC analisou os efeitos da música na aprendizagem de conteúdo matemático com crianças do primeiro ano do ensino fundamental. Os pesquisadores concluíram que alunos que passaram por estimulação musical durante 4 meses apresentaram um melhor desempenho ao solucionar exercícios matemáticos. Em bebês de até 1 ano, é utilizado a música clássica no dia a dia, pois estudos comprovam que isso estimula o sistema cognitivo e faz com que eles fiquem mais calmos. Incrível, não é mesmo?

Nós podemos perceber através desses estudos, que a música sem que, necessariamente, prestemos atenção consciente em sua letra, o seu ritmo poderá nos deixar com ódio, com o sentimento amoroso, mais agitados ou mais calmos. Por isso, sons mais relaxantes são utilizados em lojas, por exemplo, para que os clientes fiquem mais tranquilos para fazerem suas escolhas e consumam mais!

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Você consegue imaginar um comercial de Coca cola sem um fundo musical?
Você consegue imaginar uma cena romântica em um filme, sem um fundo musical?

No Brasil, em época de eleições se percebe o trânsito de vários carros de som tocando músicas previamente elaboradas. Normalmente têm poucas estrofes e sequencias melódicas bastante comuns. a intenção é fixar na mente das pessoas os nomes de candidatos e partidos mencionados nas letras.

Nossa mente tem um grande poder de memorizar sons e associá-los a momentos e fatos passados, observe as vinhetas tocadas antes de alguma novela ou do jornal da noite, são sempre as mesmas, e fazem com que saibamos mesmo antes do anúncio, qual a próxima programação da TV.

Fonte: Zona Branca, Jukebox Digital, MegaCurioso, Propmark e Hypescience.
Adaptado por Daniele Wan Dall da Agência WDK.

 

 

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