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Por que o neuromarketing pode mudar a sua vida

O neuromarketing estuda os processos cerebrais e suas alterações durante a tomada de decisão, a fim de chegar a prever o comportamento do consumidor. Faz parte da neurociência. O neuromarketing identifica as áreas do cérebro envolvidas no processo de compra de um produto ou em selecionar uma marca.

O neuromarketing como uma ferramenta de análise emergente da neuroeconomia para explicar como o cérebro humano está envolvido nos diferentes usos e consumo dos seres humanos, seja para maximizar os lucros de uma forma lógica, racional, ou também por prazer impulsivo das emoções que invadem o cérebro humano, e todo o corpóreo. Em muitos casos o consumo humano é subjetivo e imprevisível como sugerido pela economia clássica com seu princípio de “maximizar os lucros e minimizar os custos.

 
 
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1 – Quais seus objetivos?

Os objetivos do neuromarketing podem ser definidos da seguinte forma:
 
Identificar o impacto emocional de um produto, serviço, marca, canal, etc.
Prever o comportamento do consumidor no momento da compra, após o estudo da mente, permitindo que você selecione o formato de mídia e desenvolvimento da comunicação que as pessoas se lembrem melhor.
Entender e atender às necessidades e expectativas dos clientes
Desenvolver todos os aspectos da comercialização: comunicações, produto, preço, marca, posicionamento, segmentação, canais de planejamento estratégico, etc. com as mensagens mais consistentes para o que o cliente consuma. Não importa tanto o que tem para oferecer, mas o impacto emocional de como se comunica promoção, especialmente no ambiente de varejo.
 
 
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2 – A quais áreas de mercado ele pode ser aplicado

O neuromarketing pode ser aplicado a várias áreas de mercado, algumas são:
 
Inteligência de mercado;
Designs de produtos e serviços;
Comunicações;
Preços;
Posicionamento da marca;
Canais de vendas;
 
 

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3 – Quais as técnicas e ferramentas usadas no neuromarketing

Abaixo está uma lista de técnicas de neurociência utilizados em neuromarketing:
 
Eletroencefalograma (EEG): é uma das técnicas da neurociência que o neuromarketing mais utilizada, especialmente por seu baixo custo em relação aos sistemas de imagem cerebral. A atividade coordenada de milhares de neurônios produz potenciais diferenças no couro cabeludo que podem ser gravadas utilizando eletrodos em conjunto com amplificadores de sinal. Ou seja, a colocação de uma série de eletrodos divididos pela cabeça onde podemos ter uma ideia das áreas do nosso cérebro onde está ocorrendo maior atividade.
A ressonância magnética funcional (fMRI): é uma técnica que permite imagens da atividade cerebral durante a execução de uma tarefa.
 
Magnetoencefalograma (MEG): Estes campos magnéticos estendem ainda além do crânio, mas são extremamente pequenos. A qualidade do sinal e a resolução temporal do MEG são superiores às do EEG. No entanto, os seus custos são muito mais elevados por isso não é uma técnica tão popular em neuromarketing.
Tomografia por emissão de pósitrons (PET): é uma técnica não invasiva que envolve monitorar diversas funções fisiológicas com atividade alterada do cérebro: o metabolismo, o fluxo, a oxigenação do sangue. É uma técnica raramente utilizada em neuromarketing, mas é uma das ferramentas fornecidas por esta variante de comercialização.
 
 
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4 – O que deve ser analisado antes de criar uma estratégia de Neuromarketing?


 
É necessário conhecer a mente do consumidor e criar um emocional mais direto no processo, a longo prazo, de conversão e de compra de um produto ou serviço, oferecendo experiências de valor e proporcionando satisfação aos internautas. Por isso tudo, um estudo aprimorado do público-alvo e de seus comportamentos e reações é essencial.
 
 
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5 – O quão importante é entender a cabeça do consumidor

 
Os primeiros estudos relacionados com a compra e venda com foco no produto ou serviço, percebeu a importância do comportamento do consumidor no momento da compra. O comportamento do consumidor é importante porque:

O comportamento influencia em muitas das decisões tomadas. Um diretor de uma empresa de marketing está interessado em saber como se comporta o consumidor diante de um produto ou serviço. Do ponto de vista social, os consumidores influenciam as condições socioeconômicas de um país, as influências públicas que irão ocorrer, portanto, é um fator determinante para o nível e a qualidade de vida dessa sociedade.

É essencial para o sucesso ao longo de uma campanha de marketing: Chamada para atender os desejos e necessidades dos consumidores. Portanto, as estratégias integradas que visam a satisfação do cliente em linha com outras funções de negócios são necessárias.

É útil para analisar as oportunidades de mercado, ou seja, pode satisfazer as necessidades e desejos que não tenham sido preenchidas e, assim, preencher novos nichos.
 
 
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6 – É possível garantir uma maior fidelização dos clientes por meio dessa técnica?

 
Existem outras razões além da consciência, mas tem uma explicação cognitiva para a escolha de certas marcas e para a formação de laços emocionais. As linhas indicam abordagens que podem ser concebidas em estratégias de marketing baseadas na análise dos processos mentais que influenciam as decisões de compra e fidelidade à marca.

O neuromarketing abre um novo horizonte na pesquisa de mercado, trabalhando principalmente com imagens, emoções e inconsciente. É uma disciplina que estuda as reações do cérebro a estímulos provocados pela publicidade e outras comunicações. Os resultados servem para garantir que as marcas são adaptadas aos gostos e preferências dos usuários, que podem seduzir, se mostrar o seu lado humano.

No entanto, há aspectos importantes ou fatores que são determinantes para influenciar as decisões de consumo, e, certamente, todos relacionados às emoções que podem ser geradas na mente do consumidor. As marcas têm o grande desafio de criar links, percepções e emoções que podem ser decisivas para a eleição e lealdade dos consumidores às marcas.

Humanização, as marcas devem ter sentimentos. 80% das decisões de compra são tomadas de forma inconsciente. É um número impressionante que nos faz fugir do racional para o valor emocional.

Fornecer um valor diferencial o consumidor que apenas a sua marca pode dar, ser diferente da concorrência; se destacar do resto com suas ações e maneira de ser notado.

Empatia é a chave para ganhar o favor público. Uma atitude positiva em relação à sua marca fará com que a reação, neste caso, realizar o processo de compra ou contratação de serviço prestado. Se a experiência for bem sucedida, irá reforçar a predisposição para a marca. Os usuários tendem a repetir marca, por conveniência, hábito, ou preguiça de procurar novas opções. Fortalece o link já criado com a marca.

Este é um campo que oferece um novo mundo de possibilidades, com base na emoção. Um mundo onde nenhuma emoção não pode atrair a atenção, fazer a faísca no cérebro do nosso alvo; se não obter a sua atenção, é impossível manter em mente a nossa mensagem, e, inevitavelmente, o que você não se lembra, é como se nunca tivesse acontecido.
 
 
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7 – Que tipos de resultados são gerados pelas análises feitas por meio do neuromarketing? Como elas podem ser aplicadas na empresa?

 
O advento da imaginação cerebral incentiva comerciantes usam técnicas de imagens recentes para resolver os problemas de marketing. Os profissionais de marketing e anunciantes tem explorado os resultados e vários estudos de imagem cerebral para descobrir o que poderia dirigir o comportamento dos consumidores.

Empresas parem de gastar dinheiro especulando qual é a mensagem que pode atrair a sua próxima grande perspectiva. Os métodos tradicionais não vão te ajudar a encontrar as decisões ativas no cérebro humano. Você precisa de uma abordagem científica para capturar essa intuição que lhe permite prever porquê e quando os seus clientes vão optar por comprar o seu produto ou solução.

O ZMOT deve andar de mãos dadas com o neuromarketing, pois é o momento mais poderoso em uma jornada de um cliente. Isto é porque o ZMOT molda decisão de compra do consumidor. E se você não conseguir vencer seus clientes no ZMOT, você já perdeu a venda.
 
 

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8 – É de fato possível descobrir que tipos de ações causam reações positivas e negativas nos consumidores?

 
A teoria da marca nos diz que as marcas podem produzir três tipos de benefícios aos seus usuários: benefícios funcionais (aqueles que podem considerar objetivos através do uso de produtos), os benefícios de auto expressivo (dizemos coisas para nós usando determinadas marcas) e benefícios emocionais. Este último é assumido é ocorre quando o utilizador sente marca especialmente como um resultado de que o consome. É um benefício etéreo e intangível. Difícil avaliar. Difícil de provar.

Os neurocientistas estão usando um curioso fenômeno que ocorre em nosso cérebro para medir a força de algumas associações em nossas mentes. Estudos sugerem um forte estímulo de associação e de reforço a estímulos alheios são inibidas em relação a outros.

É necessário avaliar que pessoas tem comportamentos diferentes na percepção e decisão de compras, o mesmo que pode ser positivo para mim, não pode ser para outro, tudo é uma questão de uma experiência no processo de decisão final.

Um consumidor pode pensar que seu carro é suficientemente bem o suficiente e decide não comprar um novo, mas sua mente emocional pode querer comprar um carro novo e todos os argumentos e razões para não fazê-lo, foram ignorados. No entanto, a razão e a emoção nem sempre são opostas e inimigas, mas parceiras, por vezes discordar, mas sempre precisam um do outro.
 
 
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9 – O Storytelling pode ser considerado uma ferramenta do neuromarketing?

 
Storytelling é a máquina de fabricar histórias em mentes. De acordo com essa ideia o Storytelling pode ser considera uma das ferramentas do neuromarketing mais importantes para atrair os usuários, pois é a chave para o usuário compartilhar um vínculo emocional com as marcas. Todos nós aprendemos algo com histórias a partir de um vínculo emocional. O objetivo é conectar-se com o lado emocional.
 
 
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10 – Como o neuromarketing é aplicado nas redes sociais?

 
Nas áreas de mídias sociais e marketing digital, neuromarketing pode nos ajudar a aprender muito melhor o nosso futuro cliente através de várias técnicas, como a análise morfológica de mensagens para obter razões não-racionais, porque algumas causam mais impacto do que outras; o “Eye-tracking” que estuda o comportamento dos olhos (dilatação, etc.), observando as reações do indivíduo para as redes sociais ou a análise emocional utilizando biossensores que medem a atividade emocional gerada na interação social.

Um exemplo da aplicação destas técnicas: é que sites de redes sociais como o Pinterest e Instagram, o nosso cérebro reage mais rapidamente do que em outros, pelo fato de uma imagem influenciar a nossa percepção mais rapidamente, ou seja, transmite uma mensagem mais rapidamente, do que um texto.

Nosso cérebro tem uma reação muito positiva quando perguntado “Como”? Daí o uso frequente de Social Media. Também em Social Media as pessoas podem oferecer a sua opinião emocional para uma foto no Google +, Facebook, Pinterest e Instagram isso funciona muito bem. Isso está incluído no neuromarketing, como o nosso cérebro reage melhor a uma história que em uma mensagem isolada… daí o sucesso de blogs e redes sociais.

Por outro lado, neuromarketing ainda está em “fraldas” para que de alguma forma, seja totalmente eficaz e bem aplicado em redes sociais, porque ainda há muitas barreiras que têm de acontecer, como os altos custos envolvidos nesses estudos.
 
 
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11 – Exemplos de empresas que já usam essas estratégias?
São vários experimentos, mas vou citar o mais famoso deles.

 
A EXPERIÊNCIA DA COCA-COLA E PEPSI

Há uma experiência interessante a esse respeito, bem conhecida no mundo do marketing, ou seja, a comparação da atividade neuronal em um grupo de consumidores sobre a sua preferência para as 2 principais marcas de cola em todo o mundo, Coca-Cola e Pepsi.

O experimento foi conduzido pelo cientista Read Montague (diretor Neuroimaging Laboratory do Baylor Collge of Medicine, em Houston), que usou vários testes com ressonância magnética funcional (fMRI).

Na primeira parte, as pessoas foram convidadas a provar, em um copo de vidro, Coca-Cola e Pepsi. Mais de 50% preferiram o sabor da Pepsi do que a Coca-Cola.

No teste seguinte, os voluntários viram a marca da bebida antes de provar. Aqui 75% dos participantes escolheram Coca Cola produzindo uma alteração adicional na atividade cerebral, também ativou o córtex pré-frontal interno. Esta dupla ativação provocou uma luta entre o pensamento racional e emocional do cérebro; Houve um breve momento de indecisão, que finalmente superou a parte emocional (Coca-Cola) versus a parte racional (Pepsi).

Este resultado veio confirmar a ideia de que os consumidores têm, na grande maioria, uma afeição irracional para a marca Coca-Cola, preconceito com a Pepsi, sabor e qualidade similar; provavelmente causado pelo grande trabalho de publicidade promocional e realizada nas últimas décadas pela Coca-Cola. Campanhas emocional, afetivas e identificação com a marca, bem conhecida por todos.

 
 

Escrito por Bruno Souza do blog StartUp101
Adaptado por Daniele Wan Dall da WDK Digital
Agência WDKPor que o neuromarketing pode mudar a sua vida
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